Por que o Compliance Officer deve entender de tecnologia?

Artigo escrito por João Victor Maciel Anjos da Silva.

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Tecnologia

Por haver surgido no inovador e arrojado século XXI, a profissão de Compliance Officer não pode deixar de atrelar os avanços da tecnologia à experiência conquistada em atividades anteriores.

O conhecimento de novas ferramentas- que não precisa ser técnico ou extremamente aprofundado – auxiliará o Compliance Officer na busca pela informação que irá mover todo o seu planejamento e estratégia.

Essa informação, quando bem utilizada no contexto corporativo, otimizará suas atividades e, consequentemente, poderá diminuir seus custos.

Isso quer dizer, que o responsável por ocupar a liderança de compliance precisa aprender a lidar com a tecnologia, sob pena de estar fadado ao insucesso.

Quais vantagens da tecnologia para o Compliance Officer?

O universo digital é muito amplo e o Compliance Officer pode desfrutar de diversas soluções para o seu dia a dia.

Com o surgimento de empresas que fornecem soluções para o mercado legal (como legaltechs e lawtechs), ficou mais fácil desenvolver planos de compliance compatíveis com o orçamento da empresa.

Dessa forma, plataformas e soluções inteligentes tornaram mais simples a estruturação de processos como:

  • Prevenção à lavagem de dinheiro;
  • Análises de crédito;
  • Conheça seu cliente, fornecedor e parceiro;
  • Programas de integridade;

Na hora de planejar a necessidade de uma solução para a área, o compliance officer precisa levar em consideração pontos importantes para a rotina do setor.

Fazer as perguntas certas é fundamental!

  • Qual a vantagem competitiva que a solução proporciona?
  • Terei um impacto positivo na produtividade da área?
  • Consigo comprovar o investimento com resultados materiais?

Tendo em mente tais questionamentos, chega a hora de alinhar a necessidade com a solução.

O conhecimento do Compliance Officer sobre tecnologia

Muitas soluções surgem em um curto espaço de tempo, porém nem sempre estão alinhadas com a necessidade real de seu público.

Para gerenciar informações internas, atualizar o cadastro de fornecedores e parceiros, e realizar análises de funcionários, por exemplo, uma solução integrada pode ser a solução dos problemas!

Alguns pontos importantes que um compliance officer deve saber antes de decidir:

  • Integração: permite a troca de informações entre os sistemas (ex: dados internos com dados externos).
  • Fontes de informação: bases de dados das quais o sistema extrai a informação ideal.
  • Software Cloud: nuvem de armazenamento de dados cujo acesso é realizado remotamente (via internet).

Se o Compliance Officer entender esses 3 pontos, certamente irá tomar uma boa decisão na hora de usufruir de uma solução para o seu dia a dia.

Alinhando Tecnologia com a estratégia

Ao desenvolver todo o planejamento estratégico para a área, o Compliance Officer precisa entender em quais ações será necessário o uso da tecnologia.

Eu considero 3 áreas fundamentais para utilização da tecnologia no compliance:

  • Tecnologia e análise de dados (inteligência).
  • Monitoramento.
  • Gestão de risco e investigações.

Uma pesquisa sobre a maturidade do compliance no Brasil realizada pela consultoria KPMG mostrou que:

  • Apenas 24% das empresas possuem infraestrutura mínima que comporte análise de dados e suporte o TI.
  • 18% sequer possuem infraestrutura.

Mas nem tudo está perdido! De acordo com a pesquisa, 23% das empresas possuem uma função de integração e otimizam sua inteligência com base em tecnologia e análise de dados, gerando um diferencial competitivo.

Ter acesso a informação relevante e de qualidade é fundamental para uma boa tomada de decisão, que quando somada à sua independência do Compliance Officer, auxilia na implementação de uma cultura ética e com uma governança eficiente.

Conclusão

Como pudemos ver no decorrer do artigo, o compliance officer como o responsável por um dos setores mais importante da organização atualmente precisa ter acesso a soluções tecnológicas que auxiliem e gerem impacto nas suas decisões.

Entender de tecnologia não deve ser um desafio para o Compliance Officer e sim, mais uma de suas atribuições para gerar impacto positivo nas decisões de negócios.


João Victor Maciel Anjos da Silva é redator da upLexis Tecnologia, empresa especializada em tecnologias para busca e estruturação de informações retiradas de grandes volumes de dados (big data) extraídos da internet, por meio de soluções personalizáveis e otimização do tempo de seus clientes.

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do Compliance Review. O Compliance Review não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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